Os alto-falantes são a voz do som do seu carro: se eles forem ruins, não há aparelho que salve. Por isso, trocá-los costuma ser a forma mais simples e popular de melhorar o áudio, e é também a categoria com mais opções nas lojas especializadas.
Para escolher bem, vale entender o que cada tipo faz.
Os tipos mais comuns
- Woofer: o maior dos alto-falantes. Reproduz bem os graves, os médio-graves e parte dos médios (de 50 Hz a 5.000 Hz), tem borda rígida e pode ir de 1,2″ a 18″. Ideal para bumbo, tambor, baixo e parte do piano e da guitarra.
- Subwoofer: vai ainda mais fundo que o woofer e cuida das frequências mais baixas, geralmente abaixo de 45 Hz. É o orgulho de quem ama som automotivo: dá corpo ao contrabaixo, ao baixo eletrônico e ao bumbo. Pode ficar em vários pontos do carro, desde que não seja coberto pela bagagem nem atrapalhe quem está dentro.
- Mid-range: cuida das frequências médias, geralmente entre 300 Hz e 5.000 Hz, e é o que melhor reproduz a voz humana. Costuma ter menos de 8″ e fica na parte de baixo das portas ou atrás do banco traseiro, de preferência voltado para os ocupantes. Uma variação é o mid-bass, focado nos médio-graves (de 50 Hz a 500 Hz, normalmente entre 100 Hz e 300 Hz).
- Tweeter: pequeno (de 0,5″ a 3″), reproduz os agudos, de 5.000 Hz para cima. Deve ficar apontado para os ouvidos, no painel ou no alto das portas, e é o responsável pelo efeito estéreo, aquela sensação de que a música se espalha pelo ambiente. Muitos carros novos já saem de fábrica com um lugar próprio para ele, perto dos retrovisores.
- Coaxial: reúne um woofer e um tweeter na mesma carcaça. É muito comum nos kits originais e reproduz bem quase todos os instrumentos, com exceção dos graves mais profundos, como contrabaixo, baixo eletrônico e bumbo.
- Triaxial: mais que um alto-falante, é um conjunto: woofer, mid-range e tweeter na mesma carcaça, cobrindo de 50 Hz a 20.000 Hz. Assim como o coaxial, não substitui o subwoofer nos graves mais profundos.
Como funciona um alto-falante
Por dentro, um alto-falante é formado basicamente pelo cone (ou diafragma), pela cesta, pela suspensão e pelo tripé:
- Suspensão: aba de material flexível que deixa o cone se movimentar. Fica presa à estrutura metálica do alto-falante, chamada de cesta.
- Diafragma: o cone, geralmente de papel, plástico ou metal. A parte larga é presa à suspensão, e a parte estreita se liga à bobina (o espiral de voz).
- Tripé: anel flexível que prende a bobina à cesta: mantém a bobina no lugar, mas deixa que ela se mova para frente e para trás.
E os amplificadores?
Para os alto-falantes renderem tudo o que podem, o amplificador faz diferença. Existem dois tipos:
- Mosfet: amplifica o sinal das saídas RCA do aparelho e preserva a qualidade do áudio. Por isso é o mais usado no Brasil.
- Booster: amplifica o sinal das saídas já amplificadas do aparelho. É mais barato, mas perde em qualidade.
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